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terça-feira, 15 de março de 2016

As minhas francesinhas preferidas


Estou magra como um cão. Desde que comecei a trabalhar já perdi 6 kg. Com o stress deu-me para perder a fome e muitas vezes como apenas por obrigação. Enfim, até me sair o euromilhões é esta a minha vida e pronto.
Isto para dizer que tenho comido mais francesinhas, aproveitando a minha inesperada magreza. Conheci este petisco em Vila Real, quando andava na Universidade. Ao longo dos anos experimentei tantas e em tantas zonas que, com esta provecta idade, já posso recomendar um top 3:

Em Vila Real, sem dúvida, as da Casa Cardoso (onde voltámos no fim-de-semana passado, para matar saudades) – um molho levemente adocicado, pouco espesso e moderadamente picante. Pão na quantidade certa, um bife alto mas tenro e pouco mais. O molho extra vem à mesa directamente do tacho, num ritual que não mudou nos últimos 20 anos.

Em Braga, as da Taberna Belga. Em noites de fim-de semana o segredo é chegar muito cedo ou muito tarde. Entre as 20h e as 22h, arranjar mesa pode significar uma espera de 1 hora ou mais. Estas francesinhas intrigam pelo molho, muito rico e saboroso, e pela surpreendentemente fácil digestão da dita. No interior, um bife fino, mas muito macio e poucos acréscimos desnecessários.

Em Guimarães, as do Real Plazza. Aqui, o atendimento merece uma menção especial, porque apesar do tempo de espera, que também pode ser um problema, somos compensados por uma simpatia e uma eficiência que fazem esquecer esses pormenores. A francesinha é saborosa, um pouco mais recheada que as anteriores, mas com produtos de qualidade.


E é isto, com o tempo fomos dando mais valor à qualidade do bife e aquelas francesinhas atulhadas de mortadela, linguiças e chouriças correntes e salsichas de lata deixaram de fazer parte dos nossos roteiros. Menos é mais, até na francesinha! 

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