> CASAPONTOCOME: Fevereiro 2014

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Pausa

Sim, é aborrecido ter de trabalhar em alguns Sábados, mas depois há o reverso: dias a meio da semana, que começam devagar. E esses são bons dias. Um bom pequeno-almoço, sem pressas e uma lista para encher com as coisas que quero fazer hoje. A única obrigação é incluir um monte de coisas de que goste! Hmm que belo dia!

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ela está a chegar!

Correm rumores de que o sol e o bom tempo possam estar a regressar… É melhor começar a despedir-me do Inverno. Afinal, daqui por 1 mês, já vai ser Primavera! 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Nozes nº 15

Há mil anos atrás, estava eu em casa, no nosso apartamento de estudantes, num raro serão solitário, por motivos que já não recordo.
Tocas à campainha. Quem procuravas não está e convido-te a ficar: está a começar o Gone with the wind, na nossa microscópica TV da sala. Sentados no sofá, foi o primeiro filme que vimos juntos e sozinhos. Já divertidos e confortáveis um com o outro, como amigos que éramos, mas longe, muito longe de pensar que, dali a mil anos, seríamos o prolongamento um do outro, que a nossa amizade havia de teimar em crescer por outros lados, contra todos os meus receios e teorias, que longamente debatemos.

Às vezes, sabe mesmo bem estar errada.  

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Bacalhau de Natal

Cá por casa só comemos bacalhau cozido, com tudo a que tem direito, na noite de consoada. Nessa refeição, até sabe bem, apesar de fazer sempre um bacalhau alternativo, mais festivo e condizente com uma noite de festa, do que peixe cozido. 
Há uns dias que andava a pensar o que fazer com duas maravilhosas postas de bacalhau e lembrei-me “Natal em Fevereiro… Porque não?”

Cozido, só com umas nabiças, batatas e um bom azeite, um jantar quase natalício, um pouco antes do Carnaval. Que bem que soube!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Pequenas coisas boas - arranjar as unhas

E é oficial, não volto a aventurar-me a pintar as unhas. Às vezes caio no erro de comprar um verniz de que goste (e claro que as cores que eu gosto são as fortes, um belo vermelho, um rosa velho…) e depois tento pintar eu mesma as unhas. Desastre completo! Para além da carga de nervos e do tempo que perco, o resultado final é uma coisa indescritível, parece que mergulhei as cabeças dos dedos em verniz! Lá se safam uma ou duas unhas, mas o problema é que tenho dez!

A minha manicura lima e pinta impecavelmente por 2.5€, portanto acabou-se: temos de encarar as nossas limitações e aceitar que há coisas que não conseguimos fazer em condições.  

Pois hoje foi dia de mimo e pedi o tratamento completo. Quase que nem se nota que gosto de roer as peles à volta das unhas… É pena não ter fotografado o "antes". 
Estão lindas, ou estão lindas?

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Ementa para jantar romântico 2

E sai mais uma sugestão para o menu romântico de hoje, ou de qualquer outro jantar apaixonado.
Pela minha experiência recente, este Creme aveludado e delicioso pode ser o começo ideal, para uma noite chuvosa.

Depois, ficam 3 sugestões possíveis (ali na etiqueta "Cozinha", tenho dezenas de alternativas):

Para quem tiver tempo para cozinhar: Enroladinhos de amor, um jantar diferente e saboroso.
Para quem prefere embonecar-se, enquanto o prato se cozinha no forno: Quiche apaixonada, basta preparar tudo em poucos minutos e dá-nos meia hora para relaxar…
Para quem procura uma solução ultra-rápida, mas que pareça ter dado horas de trabalho: Cremoso amoroso de bacalhau, basta envolver e gratinar!

Para a sobremesa, fica uma sugestão que adoramos cá por casa e, esta sim, só para dias especiais: Petit-gateau com sorvete de manga. Compradinhos no hipermercado e preparados no micro-ondas, em poucos segundos. O gelado tem mesmo de ser este, tentámos com outros sabores, mas esta é a combinação perfeita.
E viva o amor!

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Creme de pimentos com leite de coco

Sou uma cozinheira tradicional, no que toca a sopas. As minhas sopas têm normalmente uma base de cozidos e não de refogados, mas, inspirada numa receita que vi na TV, decidi arriscar…
Ingredientes
2 pimentos vermelhos médios
1 cebola grande
200 ml de leite de coco
Azeite e sal qb
Alecrim fresco para decorar

Preparação
Refogar a cebola e o pimento em azeite. Adicionar o leite de coco e a mesma quantidade de água, deixando cozer por 3-5 minutos. Temperar com sal e reduzir a creme, num liquidificador ou com a varinha.
Servir decorada com folhas de alecrim fresco.
É um creme delicioso: equilibrado e perfumado, de sabor rico e textura cremosa. A repetir! 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Tagliatelle nero, com camarões

Encontrei finalmente uma massa com tinta de choco que não em preço de assalto e foi assim: uma explosão de cores para um jantar especial! 
Ingredientes

(para dois)
Tagliatelle nero, para 2 pessoas
100 ml de natas
Meio pimento vermelho
250 g de camarão
1 cebola pequena
2 dentes de alho
1 ovo cozido

Sal, azeite e coentros qb 
Preparação
Cozer os camarões e o ovo: descascar e reservar.
Saltear os camarões em alho e azeite, retirar e reservar os camarões. No mesmo azeite, fritar a cebola e o pimento, partidos em cubinhos. Adicionar as natas e os camarões, rectificar o tempero e deixar engrossar um pouco.

Serve-se este molho por cima da massa cozida e polvilha-se tudo com o ovo picado e coentros frescos. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Aventuras... no comboio #3

Mais um dia de tempestade, nada de novo.
Entro no comboio. Um cheiro, entre cão molhado e selecção de enchidos, ataca-me de imediato.
Sento-me num dos poucos lugares disponíveis. Arrependimento instantâneo: o passageiro ao meu lado exala um belíssimo bafo a alho. Tento várias estratégias para fintar este cheiro, mas é como um nevoeiro verde que está por toda a parte. Lá disfarço, entre creme das mãos perfumado, abundantemente espalhado pelas ditas e um cachecol bem subido para o nariz.
A viagem corre como habitualmente, enfio os fones nos ouvidos só para garantir que não haverá tentativa de conversa. Hoje não quero saber de nada, passei o dia todo a ser simpática, já chega.
Mais uma paragem e entra uma mulher desgrenhada, de cabelo e roupa pretos: uma capa de lã, cheia de borboto e um saco gigante do Lidl prendem-me o olho libriano. A mulher parece um corvo gordo e entretenho-me a observar as unhas lascadas, de um rosa dissonante.
De repente, reparo que o comboio não retomou a sua marcha. Olho para o painel informativo da carruagem e passa a mensagem: “avaria na catenária” bla bla “atraso”. Penso para mim que engenharia de comboios devia ter sido uma disciplina obrigatória algures, no meu percurso escolar, porque não faço ideia do que é uma catenária. Suspiro, não quero saber de nada, hoje.
Ninguém se mexe, nem o comboio. De repente um grupo de mulheres de saltos altos desfila pelo comboio fora, em passo decidido, removo um dos fones, mas desconfio que não são as mecânicas de serviço. Antes que alcancem a porta do maquinista, sai de lá um revisor assustado que tenta gesticular e corresponder ao que quer que seja que as mulheres dizem.
De uns lugares ao lado, uma jovem desabafa: “Somos mesmo portugueses!” Não sei o que quer dizer com isto, hoje sou esquimó, não quero saber de nada. O bafo-a-alho responde qualquer coisa imperceptível e a corvo-gordo atira para o ar “O que mais nos irá acontecer hoje? Tem sido um dia…” Ninguém lhe dá seguimento à conversa e ela saca de uma bolacha de água e sal do seu saco, que rói, com ar murcho e tristonho. Os borbotos da capa de lã enfeitados agora de migalhas.

Opto por voltar ao fone e à música. Hoje não quero saber de nada.  O comboio arranca suavemente e vejo sorrisos à minha volta. Mais um dia. 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Surpreendente doçura

Já vi este senhor ao vivo, há muitos, muitos anos atrás. Foi um espectáculo memorável de um artista que sempre me impressionou pela inteligência e pela qualidade, mais do que pelos alegados boatos a seu respeito. De tantas músicas poderosas, recheadas de força e de raiva, eis que surge um registo suave e melancólico, surpreendentemente delicado, só para recordar que nada é o que parece.